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FAVERA - Festival Audiovisual Vera Cruz

Atualizado: 8 de dez. de 2023

Bate-papo com Raphael Silva





Raphael Silva

Graduado em Publicidade e Propaganda pela PUC Goiás e pós-graduando em Cinema e Audiovisual pela UEG. É Roteirista, Diretor, Produtor e Produtor Executivo de projetos audiovisuais desde 2009. Está à frente da "É Nóis Ki Tá Produções" e é Coordenador do FAVERA – Festival Audiovisual Vera Cruz e do Vera Cult Ponto de Cultura. Três vezes vencedor do Concurso de Roteiros Goianos. Roteirista e diretor dos curtas "Mademoiselle do Rap", indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2017; "A piscina de Caíque", selecionado para mais de 200 mostras e festivais e vencedor de 31 prêmios; e Lily's Hair, selecionado para mais de 100 mostras e festivais e vencedor de 4 prêmios. Roteirista e Diretor da série "Meu skate não é enfeite", exibida em rede nacional pelas TVs Cultura e Brasil. Recebeu os prêmios "Agente Jovem de Cultura 2012" e "Cultura Hip Hop 2014", atribuídos pelo Ministério da Cultura. Em 2016, recebeu o diploma de "Destaque Cultural do Ano no Audiovisual", atribuído pelo Conselho Estadual de Cultura. Recebeu os diplomas de Honra ao Mérito da Assembleia Legislativa de Goiás e da Câmara Municipal de Goiânia, ambos em 2019. Em 2022, recebeu o Troféu Buritis, atribuído pelo Conselho Municipal de Cultura.




O FAVERA - Festival Audiovisual Vera Cruz


Nasceu como um importante evento cultural do Conjunto Vera Cruz, um dos maiores e mais populoso bairro de Goiânia, localizado no extremo oeste da capital, com ações voltadas para a comunidade, inserindo-a no processo de produção audiovisual, realizando mostras, atividades cineclubistas e de formação/educação, movimentando a cena cultural e gerando postos de trabalho e renda. O Festival surgiu para integrar todas essas ações de democratização, atingir ainda mais pessoas e criar uma comunicação com outras ações semelhantes oriundas das periferias de todo o país.

Com foco totalmente diferente dos eventos audiovisuais já existentes em Goiás, além de ser realizado integralmente na periferia, o FAVERA tem como carro chefe as produções oriundas de outras periferias, dando também destaque para as produções realizadas em Goiânia e Goiás.

Em 2014 a primeira edição do Festival foi realizada contando apenas com a ajuda da própria população e dos pequenos comerciantes locais, obtendo resultados extremamente positivos e comprovando a carência da população por ações que a reconheça como cidadãos que merecem oportunidades.

Em 2015, mesmo com os filmes já selecionados, o Festival acabou não acontecendo.

Em 2016 foram realizadas duas edições, com uma ampla programação. Os eventos obtiveram sucesso de público (cerca de 1.300 pessoas, somando todas as atividades) e repercussão (ampla cobertura da imprensa, inclusive com link ao vivo da afiliada da maior emissora de TV do Brasil).

Em 2017 o evento cresceu, contando com estratégias que foram implementadas a partir das experiências das edições anteriores, principalmente na forma de comunicação, vencendo o estigma de que festival de cinema é coisa para quem faz cinema. A população compareceu e encheu todas as atividades oferecidas. Outro ponto que contribuiu com o crescimento do festival e ampliou a população atendida foi a inserção de uma nova atividade, mais um importante passo na democratização e descentralização do fazer cultural: o Núcleo de Produção Audiovisual em escolas públicas da região, onde cada unidade (alunos e professores), com a orientação de profissionais do audiovisual goiano, produziu um curta- metragem, que fizeram parte da Mostra Escolar, também concorrendo ao troféu FAVERA. A realização dessa ação foi gratificante para todos os envolvidos, e transformou perspectivas de vidas de jovens que encontravam-se em situação de risco (contexto social ao qual estão inseridos) e hoje relatam ter mais expectativas após aprenderem a ver o mundo que os cerca de forma diferente, bem como por verem, tão perto deles, um movimento cultural audiovisual pulsante, no qual também poderão fazer parte em um futuro próximo.

A 5a edição foi realizada de 04 a 09 de dezembro de 2018 e contou com a implantação de mais uma ação para o contínuo crescimento do festival e alcance de público: a mostra competitiva de longas-metragens, uma vez que já havíamos conseguido inserir o curta como parte do repertório do público, chegando a hora de mostrar que as periferias brasileiras não tem limites quando o assunto é cultura, e que nós também podemos fazer filmes que chegam aos cinemas, inclusive comerciais. Os núcleos nas escolas também cresceram, passando a atender 8 escolas (2 a mais que no ano anterior). O festival se consolidou como o maior evento cultural (em público, participação, estrutura e programação) da região e foi literalmente ocupado pela comunidade, que assumiu a maior parte dos postos de trabalho.

A edição 6, em 2019, além da continuidade de todas as ações, o festival modificou sua data, passando a acontecer em agosto, que é melhor para a comunidade escolar e tem mais capacidade de público (em novembro/dezembro, grande parte das escolas está focada na finalização do ano letivo e em atividades como ENEM).

Com a pandemia da Covid-19, a edição VII, prevista para 2020, acabou não acontecendo. Já em 2021 foi realizada no formato digital, importante para marcar território no mundo digital e começar a entender como chegar ao público-alvo por esse meio, além de chegar a outros públicos de interesse, rompendo a barreira da localização geográfica.

Entre março e maio de 2022, o Favera realizou uma edição híbrida, com ações digitais (mostras de filmes, oficinas, palestras e debates) e presenciais (oficinas, consultorias, cadastramentos e etc.). A edição englobou o projeto VC Polo, que visa estruturar o campo para a criação de um polo cultural na região do Conjunto Vera Cruz, mobilizando artistas e trabalhadores da cultura local, organizando-os e preparando para as oportunidades da cultura. Ainda em 2022 o Favera voltará a ter uma edição presencial. A nona edição acontecerá em agosto e já está em pré-produção.


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