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10 curiosidades sobre o mundo dos mangás que talvez você não saiba

Eles se leem de trás para frente, movimentam bilhões e já existem há mais de um século. Conheça fatos surpreendentes sobre os quadrinhos japoneses que conquistaram o planeta.

Os mangás deixaram de ser "coisa de nicho" há muito tempo. Hoje eles lotam livrarias, viram animes campeões de audiência e formam filas em eventos pelo Brasil inteiro. Por trás dessas páginas em preto e branco existe um universo cheio de histórias curiosas. Separamos dez fatos para você impressionar a galera na próxima conversa.

1. Você lê "ao contrário", e isso é proposital

Mangás são lidos da direita para a esquerda, de trás para frente em relação aos livros ocidentais. Isso segue o sentido tradicional da escrita japonesa. No começo, algumas editoras "espelhavam" as páginas para o público ocidental, mas os fãs preferiram manter o formato original, que hoje virou padrão.


2. A palavra "mangá" é antiga

O termo costuma ser traduzido como algo próximo de "imagens irreverentes" ou "rabiscos espontâneos". Ele foi popularizado no século XIX, mas a tradição japonesa de contar histórias com imagens é ainda mais antiga, com raízes em pergaminhos ilustrados de séculos atrás.

3. Existe o "deus do mangá"

Osamu Tezuka, criador de Astro Boy, é chamado de "o deus do mangá". Ele ajudou a definir o estilo moderno, inclusive os famosos olhos grandes e expressivos dos personagens, inspirados em parte na animação ocidental clássica que ele admirava.


4. Tem mangá para absolutamente tudo

Esqueça a ideia de que é só luta e super-heróis. Existem categorias para cada público e tema: shōnen (jovens), shōjo (público feminino jovem), seinen (adulto) e josei (mulheres adultas). E há mangás sobre culinária, esportes, romance, terror, política e até sobre como administrar uma padaria. Existe literalmente um mangá para cada interesse.


5. A indústria é gigantesca

O mercado de mangás movimenta bilhões todos os anos e representa uma fatia enorme de tudo que se publica no Japão. Em vários momentos, os quadrinhos chegaram a responder por uma parcela impressionante de todo o mercado editorial japonês.


6. Os capítulos saem primeiro em revistas

Antes de virar aqueles volumes encadernados, os tankōbon, a maioria dos mangás é publicada capítulo por capítulo em revistas semanais ou mensais que reúnem dezenas de títulos. A mais famosa delas, a Weekly Shōnen Jump, já lançou alguns dos maiores sucessos da história.


7. Os autores trabalham em ritmo alucinante

Um mangaká (autor de mangá) de revista semanal pode precisar entregar cerca de 15 a 20 páginas por semana, todas as semanas, durante anos. Por isso muitos trabalham com uma equipe de assistentes, e as histórias de jornadas exaustivas e pouco sono são tristemente famosas no meio.


8. Preto e branco por um bom motivo

A maioria dos mangás é em preto e branco, e não é só estética. Imprimir em cores seria muito mais caro e lento para o ritmo de publicação semanal. Os artistas dominam a arte de criar profundidade, texturas e emoção usando apenas tons de cinza, hachuras e as famosas tramas adesivas.

9. O Brasil é apaixonado por mangá

O Brasil tem um dos maiores públicos de mangá fora do Japão. Títulos lançados por aqui esgotam rapidamente, e eventos de cultura pop reúnem multidões de cosplayers e leitores. A comunidade brasileira é tão ativa que vários lançamentos chegam quase ao mesmo tempo que em outros países.


10. Muito anime que você ama começou como mangá

Dragon Ball, Naruto, One Piece, Demon Slayer, Attack on Titan: a lista de animes gigantes que nasceram primeiro como mangá é enorme. Antes de qualquer episódio animado, essas histórias já existiam no papel, desenhadas quadro a quadro por seus criadores.

Os mangás mostram que não existe fronteira para uma boa história. Em preto e branco e lidos de trás para frente, eles atravessaram o mundo e conquistaram gerações.

 
 
 

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